Simon and Garfunkel - Bridge Over Troubled Water

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   A outra face...




O Blog do pensamento e da alma...

janeiro 10, 2005

Ausência...


Pois é! Após uma ausência de quase 6 meses, eis-me de volta... acontece é que perdi os contacto dos meus amigos cibernautas e nem sequer posso fazer visitas a quem conhecia... Desde já o meu mt obrigado ao João e à Sofia pelo empenho que tiveram em manter este espaço vivo e em editarem as suas ideias aqui! Findou o tempo de postarem neste blog! Continuarei a receber os vossos comentários e durante algum tempo, este blog entrará em obras... Por isso, não estranhem se virem coisas esquisitas de vez em quando.

O meu mt obrigado a todos!!



 

janeiro 06, 2005

hábitos








É engraçado como nos habituamos com facilidade,


Ás coisas que gostamos.


 


Simples coisas como receber um email todos os dias,


Simples coisas como receber uma chamada.


 


Uma visita,


Uma festa,


Um sorriso.


 


O habito instala-se e nem nos apercebemos,


Como são bons os nossos pequenos hábitos.


 


Hábitos que também podem ser só nossos,


Passear á beira mar,


Adormecer com o sol na cara,


Num dia frio de inverno.


Sentir o vento gelado,


Adormecer sorrindo,


Banho quente com cheiros,


Velas e garrafas de champanhe.


 


Pequenos hábitos que aprendemos a gostar,


Deles e de nós também.

Sofialisboa



 

janeiro 05, 2005

Cruzamento de ideais…


Não me deixes cair, suspiravam os teus dedos,
Cruzando os meus, perdendo os medos,
Deixa-me sentir-te, murmuravam os teus lábios,
Que me tocavam, como me tocam versos binários,
És especial, sussurrava ela, com um sorriso delirante,
O meu coração acelerava de uma forma torturante,
Não me deixes já mais, quero ter-te comigo para sempre,
E no meio desta tortura entravas ao de leve na minha mente,
Não me deixes cair, deixavas fugir no teu abraço,
Enquanto eu ingénuo, me aninhava no teu regaço,
Colo de veludo e outras coisas mais,
Com cores e mil formas que nunca vira, jamais,
No meio deste suplício, entardeciam os meus medos,
Que de conto em conto, foram contando os meus segredos,
E a pouco e pouco era eu que pedia e nos teus braços gemia,
Pedindo para nunca me deixares cair, eras a minha alegria!

joão paulo s. frade*



 

Noite ou dia….


É de noite, e a rua está deserta….
Á noite o desespero parece vir de parte incerta,
Mas surge, galopante, inebriante,
Surgem obras gloriosas tipo “comedia divina” de Dante,
Á noite, as almas andam de um lado,
E tu, quando te aproximas, tens de atravessar para o outro lado,
Ouço coisas, quando devia ter falado,
Digo outras, quando devia tar calado,
Mas lá vou no meu percurso natural,
Ás 6h da manha tudo parece irreal,
Bem real é apenas o meu sono, e a meu devaneio,
Com o nascer do sol, viro a alma do guerreiro,
E mais uma longa caminhada se aproxima até terminar o dia,
Se vendesse segundo em pacotes de horas, acho que rendia,
Foi só mais um dia, e mais uma noite, propaga,
Mais um esgar de dor, naquela força, que a luz apaga!


joão paulo s. frade*



 

Singularidade plural…


Vidros plo chão, uma voz que ecoa,
Numa esperança vazia que com o vento, voa,
Memórias de um tempo, curto e vago,
Saudação momentânea da incerteza que trago,
É calma a manha que me acorda,
Calma como o som do rasgar da corda,
Submersa a poesia ilustrada que combino nas minhas frases,
Como fortes abraços, na esperança de ver o que fazes,
Dança-se na rua, a dança da vida,
Aqui dento, da minha janela apenas são gente perdida,
Recordo-me de frases, embalo-me na minha loucura…
Movimento singular, dos meus olhos na à tua procura….

joão paulo s. frade*



 

janeiro 02, 2005

Minha Diva...


Luz que embala a vida,
Carne enfraquecida,
És caminho, és porta de saída,
És paixão, mais que compreendida,
És bilhete sem volta, tu és bilhete só de ida,
Ñ dá para seres esquecida,
Deusa, Diva por mim tu és querida,
Choro de pensar na hora da despedida,
Compreensão, surgiu e foi determinante,
Surgiu, e a minha vida virou brilhante,
Que cintila, como pedra filosofal,
Quando estou ao teu lado, brilhar é mais que natural,
Em cada pensamento, é masturbação mental,
Mais uma noite destas e acho que és fatal,
És mais que o doce céu, mais que o amargo sal,
És pintura triunfante, num momento irreal,
És meu bem, tu és mais do que meu mal,
Se ainda ñ disse antes linda, tu és fundamental,
És o sonho que agora, me assalta a memória,
Por quem pego na caneta e escrevo a nossa história,
Na criação deslumbrante, tu és o pormenor,
No meio dos mortais, tu és um ser superior,
Sem falhas, sem lacunas deixada pelo criador,
De todos os que há no mundo, quero ser o teu senhor,
És o que afugenta a dor,
És o doce, és a pétala da flor,
No meio das guerras tu és o puro amor,
Morro no silencio por querer o teu sabor,
És misticismo de uma incerteza,
Mais do que o tesouro, tu és a própria riqueza,
Fazes bater o coração,
És a mais pura paixão,
Beijo ante beijo, lá se vai a condição,
Toque após toque lá se vai a razão,
És teoria quando se fala de solidão,
És mais que a questão,
És o próprio ponto de interrogação
Serenata, és amor em estreia,
És deusa, és Diva, és mais que sereia,
Por ti sinto amor platónico, nem Platão imaginou,
Mulher que deus criou, olhou, esperou, e amou…
És nome que chamo,
Imaginário oportuno este, para dizer que te amo

joão paulo s. frade*



 

dezembro 22, 2004

ano velho ano novo








Temos o natal á porta,


já só faltam poucos dias,


não venho falar de compras,


de custos,


de excessos,


de vaidades e prendas.


 


Temos o Natal á porta e o ano a acabar.


Todos os anos por esta altura,


tento olhar para trás e ver o que se passou neste ano velho.


 


Releio palavras escritas,


vejo fotos tiradas,


revejo todas as minhas memórias.


Analiso se valeu a pena ou era mesmo para ter que acontecer.


 


Aprendi muito,


palavras novas,


sabores diferentes,


sons desconhecidos,


paisagens desconhecidas,


diálogos enriquecedores,


prazeres desconhecidos,


partilhas novas.


 


Fecho sempre o ano velho com um laço,


De vida de memórias que guardo para sempre,


De palavras partilhadas,


De aprendizados novos e refrescantes.


 


Fecho sempre o ano velho com um nó,


De cenas que não deviam ter acontecido,


Explosões de dor e orgulho,


De palavras amargas trocadas.


 


Abro o ano novo,


De coração e mão aberta,


De mente acordada e atenta,


De sorriso nos olhos e nos lábios.


 


Todos os desejos são pedidos,


Sem medidas e sem número,


Tento a sorte e o destino também.

sofialisboa



 

dezembro 21, 2004

Silencio....


Silencio, pedes-me tu com essa voz bem calma,
Estranha a sensação que despertas, como sossego da alma,
Boca sensível, coisa incrível,
Tu para mim linda, és cada vez mais irresistível,
Toco na tua pel, já calado pla tua boca,
Esqueço o mundo, esqueço o tempo, ñ ouço o rádio que toca,
Perco-me contigo, num momento só nosso,
Queria dizer-te que te amo mas…será que posso?

*joão paulo s. frade



 

Desenha-me...


Desenha-me,
Numa paleta de cores que ñ existem,
Arranha-me,
Tira de mim, aquelas dores que persistem,
Toca-me,
E faz de mim um encantado,
Beija-me,
Transforma-me em mais um ser apaixonado,
Aproxima-te,
E mostra o que tens a mostrar,
Abraça-me,
Mata o que tens pra matar,
Fala,
Palavras de encanto e esperança,
Mente,
Vou acreditar com a ingenuidade de uma criança,
Ama-me,
E faz do meu corpo uma ilusão,
Sufoca-me,
No sôfrego desespero da razão
Para ti e por ti, o mundo ganha outras cores,
Por ti mesmo quem perde, sabe que um dia serão vencedores!


*joão paulo s. frade